O Rei da Torre de Vidro e o Homem da Kombi Enferrujada
Eu estava no meio da sala, com o celular tremendo na mão e a voz do gerente do banco estourando no viva-voz, quando o latido do meu cachorro cortou o silêncio como um pedido de socorro. Naquele instante, eu entendi que a minha vida de “vencedor” em São Paulo era só uma vitrine cara demais, e que eu estava prestes a perder tudo — inclusive o que eu fingia amar. Foi ali, com o coração apertado e a vergonha queimando por dentro, que eu vi que quem realmente cuidava do meu cachorro não era eu, e sim o homem da Kombi enferrujada.