Me ligam todo dia para saber da minha saúde, mas sinto um vazio: Será que se importam comigo ou só com a herança?
Meu nome é Lúcia, moro sozinha em um pequeno apartamento em Belo Horizonte. Meus filhos, Rafael, Daniel e Elisa, raramente me visitam, e suas ligações diárias parecem mais um protocolo do que preocupação genuína. No dia do meu aniversário, enquanto espero por eles, me pergunto se ainda sou mãe ou apenas uma velha com um apartamento para deixar.