O Cachorro na Última Baia: como Silas, aos doze anos, me ensinou a acreditar de novo
Eu entrei no abrigo num dia em que eu já não acreditava em quase nada, e foi ali, na última baia, que um cachorro velho me encarou como quem já tinha desistido de ser escolhido. Eu levei Silas pra casa achando que estava salvando um animal esquecido, mas fui eu que comecei a respirar de novo. Entre remédios, barulhos que assustavam e silêncios que doíam, nós dois aprendemos a confiar devagar, do jeito que a vida real permite.