O Nome Que Mudou Tudo

No dia em que minha mãe me deu o nome de Maria das Dores, ela chorava como se já soubesse o peso que eu carregaria. Cresci ouvindo sussurros sobre o passado da nossa família e sentindo na pele o preconceito e as dificuldades de ser mulher numa periferia de Salvador. Minha luta para romper o ciclo de sofrimento, enfrentar a violência doméstica e buscar um futuro diferente me fez questionar: será que somos mesmo condenadas pelo nome, ou podemos escrever nossa própria história?